O estilo “pedagogizador”
limita-se a instruir, reproduzir conhecimento, aplicar técnicas ao aluno,
tratado como objeto a ser conhecido e treinado. Este é o papel da escola na
sociedade disciplinar de que fala Foucault. No Brasil, os desafios são imensos,
porém contornáveis mediante de políticas educacionais adequadas, cujo maior
obstáculo é a escola “pedagogizadora”. Há certas transformações sociais que só
ocorrerão por meio da educação construtora de sujeitos capazes e não apenas
capacitados, autônomos e não apenas treinados, qualificados para a ação e não
apenas para o exercício.
Enquanto a prática da intersubjetividade segundo a proposta da Teoria
da Ação Comunicativa permite a conciliação de dois mundos: o mundo do sistema e
o mundo da vida, onde a teoria e a prática estão interligadas através de ações
concretas, numa dinâmica comunicativa entre os atores envolvidos visando novas
racionalidades. Nesse sentido, um modelo de educação calcado na
intersubjetividade é o mais apto para a construção de pessoas realmente
esclarecidas, criativas e autônomas uma educação
guiada pela intersubjetividade, tem em vista a valorização social, política,
econômica e ética de uma reflexão sobre os rumos da educação na complexidade
das sociedades contemporâneas. Nesse sentido, a tarefa da educação é desafiar
essas complexidades mediante o agir comunicativo. A educação deve contribuir
significativamente com o processo de desenvolvimento do aluno a partir da
interpretação e análise crítica dos fenômenos culturais do seu cotidiano,
levando-os ao exercício de uma prática de saber construtivo à sua vida. Nesse
processo interpretativo crítico, o educador e os educandos devem discutir
aquilo que é pré-estabelecido como certo, errado, bom, ruim, melhor, pior.
Nesse sentido, a filosofia passa a ser requisitada pelo seu papel crítico e
cultural de reconstrução permanente da realidade, uma vez que não faz mais
sentido a busca por certezas permanentes. A escola deve levar em consideração as mudanças que ocorrem
na sociedade, discutindo inclusive, o modelo técnico-científico pautado pela
razão instrumental, no sentido de preparar o educando para lidar com os
fenômenos que dele surgem, como por exemplo, a globalização, a crise econômica
e a política de mercado. Assim, a prática da intersubjetividade no campo da
educação supera o modelo “pedagogizador” ao produzir indivíduos mais livres,
autônomos, capazes de avaliar seus atos à luz dos acontecimentos, à luz das
normas sociais legítimas e legitimadas pelos processos jurídicos e políticos,
usando suas próprias cabeças, e tendo propósitos lúcidos e
sinceros, abertos à crítica.
OI Nalva. O conceito proposto por Habermas o estilo Pedagogizador. A escola deve levar em consideração as mudanças que ocorrem na sociedade, discutindo inclusive, o modelo técnico-científico pautado pela razão instrumental, no sentido de preparar o educando para lidar com os fenômenos que dele surgem, como por exemplo, a globalização, a crise econômica e a política de mercado de trabalho. Segundo ele limita-se a reproduzir um tipo de conhecimento que não é relevante para ser aplicado ao aluno. Habermas propõe um modelo intersubjetividade, que supera o modelo Pedagogizador capaz de avaliar seus atos e suas atitudes usando suas próprias cabeças, tendo propósitos lúcidos e sinceros, abertos à crítica. E você em seu trabalho deixou bem claro o conceito de Pedagogizador e Intersubjetividade gostei muito do seu trabalho.Parabéns
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