A Filosofia da Educação cumpre um papel fundamental
dentro da escola, enquanto detentora do processo educativo. Ela propõe um movimento de auto-reflexão, isto é, uma postura refletida da
educação, onde a educação não de se desvincular da realidade, mas se propõe a
buscar seus fundamentos na práxis. Assim, a educação se auto-avalia e é
avaliada a partir de uma filosofia da educação. Esta auto-avaliação pervade
todos os espaços próprios do mundo educacional e apresenta sugestões à otimização
da educação enquanto processo de tomada de consciência e transformador do
mundo. A filosofia instiga um olhar crítico, nesse caso o foco deste olhar é a
educação. Quando a crítica da filosofia é avaliada pela educação, surge a
possibilidade de construção de um projeto educativo com bases mais sólidas.
Estas bases são dadas pelo confronto que filosofia propõe, atraindo a vida
ordinária para a escola. Quando são estreitados os laços entre a vida ordinária
e a escola, irrompe a possibilidade da produção de um conhecimento válido e
útil. Uma escola sem crítica e sem auto-avaliação tende a afastar-se da vida,
com isso aparece a produção de um conhecimento obsoleto e sem sentido prático,
ou seja, surge um conhecimento para ninguém, conhecimento que enche livros, mas
que não transforma o mundo nem se abre para a conscientização. Não queremos
criticar o conhecimento produzido durante a história da educação, mas chamar a
atenção para a preocupação conteudista da educação brasileira, onde não há o
fortalecimento da conscientização, mas a reprodução de uma estrutura
mercadológica e opressora. A filosofia da educação, além de conduzir a educação
para uma auto-reflexão, tem a função libertadora e dá à educação os meios
necessários para seu fortalecimento e crescimento concreto, levando os
educandos à autonomia, função evidente da educação.
Dependendo do
que se entende por filosofia (e, naturalmente, também do que se entende por
educação, mas a própria conceituação de educação já envolve um certo filosofar
sobre a educação). Ao leigo pode parecer incrível que filósofos profissionais
não tenham conseguido chegar a um acordo a respeito do que seja a filosofia,
isto é, acerca de seu próprio objeto de estudo, mas esta é a pura verdade. A
questão da natureza e da tarefa da filosofia já é, ela própria, um problema
filosófico, e, como tal, comporta uma variedade de respostas. A muitos pode
parecer que esta proliferação de respostas seja indicativa do próprio fracasso
da filosofia. Outros vêem nesta situação a grande riqueza do pensamento humano,
que, para cada problema que lhe é proposto, é capaz de imaginar uma variedade
de soluções, todas elas, em maior ou menor grau, razoáveis e dignas de
consideração, e todas elas contribuindo, de uma maneira ou de outra, para uma
compreensão mais ampla e profunda dos problemas com que se depara o ser humano.
Concordamos com estes últimos, e somos da opinião de que, embora muitos
problemas filosóficos milenares não tenham (ainda?) sido solucionados, nossa
compreensão deles, hoje, não é idêntica à dos filósofos que os formularam pela
primeira vez, sendo muito mais profunda e ampla em virtude das várias respostas
que já lhes foram sugeridas. Isto significa que há progresso na filosofia,
apesar de este progresso não poder ser medido quantitativamente, em referência
ao número de problemas solucionados, podendo somente ser constatado através de
uma visão qualitativa, que leva em conta o aprofundamento e a ampliação de
nossa compreensão desses problemas.
A
filosofia analítica da educação, é uma das primeiras e mais importantes tarefas
da filosofia da educação, a partir da caracterização da tarefa da filosofia
sugerida acima, é a análise e clarificação do conceito de "educação".
Fala-se muito em educação. "Educação é direito de todos",
"educação é investimento", "a educação é o caminho do
desenvolvimento", etc. Mas o que realmente será essa educação, em que
tanto se fala? Será que todos os que falam sobre a educação usam o termo no
mesmo sentido, com idêntico significado? Dificilmente. É a educação transmissão
de conhecimentos? É a educação preparação para a cidadania democrática
responsável? É a educação o desenvolvimento das potencialidades do indivíduo? É
a educação adestramento para o exercício de uma profissão? As várias respostas,
em sua maioria conflitantes, dadas a essas perguntas são indicativas da adoção
de conceitos de educação diferentes, muitas vezes incompatíveis, por parte dos que
se preocupam em responder a elas. Este fato, por si só, já aponta para a
necessidade de uma reflexão sistemática e profunda sobre o que seja a educação,
isto é, sobre o conceito de educação.
Assim
que se começa a fazer isso, porém, percebe-se que a tarefa de clarificação e
elucidação do conceito de educação é extremamente complexa e difícil. Ela
envolve não só o esclarecimento das relações existentes ou não entre educação e
conhecimento, educação e democracia, educação e as chamadas potencialidades do
indivíduo, educação e profissionalização, etc. Envolve, também, o
esclarecimento das relações que porventura possam existir entre o processo
educacional e outros processos que, à primeira vista, parecem ser seus parentes
chegados: doutrinação, socialização, aculturação, treinamento, condicionamento,
etc. Uma análise que tenha por objetivo o esclarecimento do sentido dessas
noções, dos critérios de sua aplicação, das suas implicações, e da sua relação
entre si e com outros conceitos educacionais é tarefa da filosofia da educação
e é condição necessária para a elucidação do conceito de educação.
Mas
há ainda uma outra família de conceitos que se relaciona estreitamente com a
educação: a dos conceitos de ensino e aprendizagem. Qual a relação existente
entre educação e ensino, entre educação e aprendizagem, e entre ensino e
aprendizagem?
olá Nalva.A filosofia da educação desde os tempos antigos vem batendo na mesma tecla que os seres humanos precisam se adequar no mundo onde vive.Pois a cada transformação que surge no mercado de trabalho precisa de pessoas preparadas para integrar e atender as demandas do mercado.Acredito eu que nos hoje já vivemos e prece siamos esta mudanças no nosso meio.Um Abraço.Sueni.
ResponderExcluirDependendo do que se entende por filosofia (e, naturalmente, também do que se entende por educação, mas a própria conceituação de educação já envolve um certo filosofar sobre a educação). Ao leigo pode parecer incrível que filósofos profissionais não tenham conseguido chegar a um acordo a respeito do que seja a filosofia, isto é, acerca de seu próprio objeto de estudo, mas esta é a pura verdade. A questão da natureza e da tarefa da filosofia já é, ela própria, um problema filosófico, e, como tal, comporta uma variedade de respostas. A muitos pode parecer que esta proliferação de respostas seja indicativa do próprio fracasso da filosofia. Outros vêem nesta situação a grande riqueza do pensamento humano, que, para cada problema que lhe é proposto, é capaz de imaginar uma variedade de soluções, todas elas, em maior ou menor grau, razoáveis e dignas de consideração, e todas elas contribuindo, de uma maneira ou de outra, para uma compreensão mais ampla e profunda dos problemas com que se depara o ser humano. Concordamos com estes últimos, e somos da opinião de que, embora muitos problemas filosóficos milenares não tenham (ainda?) sido solucionados, nossa compreensão deles, hoje, não é idêntica à dos filósofos que os formularam pela primeira vez, sendo muito mais profunda e ampla em virtude das várias respostas que já lhes foram sugeridas. Isto significa que há progresso na filosofia, apesar de este progresso não poder ser medido quantitativamente, em referência ao número de problemas solucionados, podendo somente ser constatado através de uma visão qualitativa, que leva em conta o aprofundamento e a ampliação de nossa compreensão desses problemas.
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