terça-feira, 24 de abril de 2012

Mito, no âmbito da Cultura Ocidental Exemplo de Um mito

Mito
Mito não são deuses nem ancestrais, mas uma apresentação de um conjunto de ocorrências fabulosas com o que se procura dar sentido ao mundo. Aparece como mediação simbólica entre o sagrado e profano, condições necessária à ordem do mundo e as relações entre os seres. Sob sua forma  principal, o mito é cosmogônico  ou escatológico, tendo o homem como ponto de interseção entre o estado primordial da realidade e sua transformação última, dentro do ciclo permanente nascimento – morte e fim do mundo.
Mito e Sociedade:
Como forma de comunicação humana, Mito está obviamente relacionado com questões de linguagem e também da vida social do homem, uma vez que a narração dos mitos é própria de uma comunidade e de uma relação comum.
As narrações sobre evolução da  tribo a partir de seus heróis ancestrais são apresentadas na forma de saga, embora a “história” mais primitiva seja contada em mitos.
Freud deu uma nova orientação á interpretação dos mitos e as explicações sobre sua origem e função. Mais que uma recordação ancestral de situação históricas e culturais, ou uma elaboração fantasiosa sobre fatos reais, os mitos seriam, segundo a uma nova perspectiva proposta, uma expressão simbólica de sentimentos e atitudes inconscientes de um povo, de forma perfeitamente  análoga ao que são os sonhos na vida do indivíduo. Por essa razão Freud recorreu ao mito grego para dar nome ao complexo de Édipo, para ele o mito do rei que mata o pai e casa com a própria mãe e o desejo de suplantar o  pai.
Tipos de mitos
Mitos cosmogônico as explicações oferecidas por esse tipos de mitos podem ser reduzidas a alguns poucos modelos, elaborados por diferentes povos. É comum encontrar nas várias mitologias a figura de um criador, um demiurgo que por ato próprio e autônimo, estabeleceu ou fundou o mundo em sua forma atual. A água é o elemento  primordial mais frequente das cosmogonias sobretudo nas mitologias asiáticas e da América do norte. A consolidação da terra se faz pela ação de um intermediário (espírito ou animal) que a retira do fundo da água e introduz no mundo um elemento de desordem de mal.
Mitos escatológicos, ao lado da preocupação co o enigma da origem, figura para o homem, mas como grande mistério, a morte individual, associada ao temor e a extinção de todo o povo e mesmo o desaparecimento do universo inteiro.
Morte  para a mitologia, a morte não aparece como fato natural, mas como elemento estranho à criação original  algo que necessita de uma justificação  de uma solução em outro plano da realidade Em tradições culturais mais bem elaboradas fazem referências à condição original do homem como ser imortal e habitante de um paraíso terreno, e apresenta  a perda dessa condição e a expulsão do paraíso como tragédia especificamente humana.
Segundo Homero a morte seria uma desintegração da qual apenas uma espécie de fantasma (eidolon)descia ao Hades, onde levava uma existência infeliz e incosnciente.
Na China antiga não apresenta um amplo sistema de mitos, são feitos apenas referências literárias a figuras e evoluções que parecem históricas, mas na verdade, historicização de mitos anteriores, cuja formas místicas nunca foram abandonadas.
Mitos de transformação de transição
As grande transformações e inovações como a descoberta do fogo e da agricultura estão associados aos mitos dos grandes fundadores culturais. Mudanças e transformações que se dão também nos momentos críticos da vida individual e social são objetos de particular interesse mitológico e ritual, nascimento, ingresso na vida adulta, casamento e morte, acontecimentos marcados para a pessoa e sua comunidade.
Um mito brasileiro:  O caboclo-d'água
 O caboclo-d'água, também chamado negro-d'água e bicho-d'água, é um dos mitos aquáticos mais populares na região do vale do rio São Francisco. Ninguém sabe de onde surgiu. Vive nas barrancas e alagadiços. Segundo as descrições mais comuns, é baixo, troncudo, musculoso, muito forte, tem a pele cor de bronze e um só olho no meio da testa. Apesar de seu tipo físico, movimenta-se de forma muito rápida e ágil. Às vezes sai do rio e caminha pela terra, geralmente para praticar alguma vingança ou fazer algum favor, mas nunca se afasta muito das margens. Para muitos, é um só e possui poderes para estar em vários lugares ao mesmo tempo.
Dizem que possui o temperamento enfezado e não nutre grandes simpatias para com os pescadores e remeiros. Agarra o fundo das canoas e barcos, balançando-os até os virar ou encalhando-os. Seu corpo é à prova de balas. Para evitar encontrá-lo, deve-se fincar uma faca no fundo da embarcação. Porém, se for bem tratado, o caboclo torna-se benfazejo, ajudando nas pescarias e evitando enchentes. Para agradá-lo, basta oferecer-lhe fumo.
http://www.jangadabrasil.com.br/revista/galeria/ca84011f.asp

2 comentários:

  1. oi Nalva o mito para mim ele surgiu desde a antiguidade e esta até hoje em nossas vidas.Pois são passados de geração a geração entre os povos que utilizam elementos simbolicos e sobrenaturais par explicar o mundo e dar sentido a nossa vida.Sueni Maria

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  2. Nalva, Segundo o http://www.osignificado.com.br/mito/: Mito são narrativas utilizadas pelos povos gregos antigos para explicar fatos da realidade e fenômenos da natureza, as origens do mundo e do homem, que não eram compreendidos por eles. Os mitos se utilizam de muita simbologia, personagens sobrenaturais, deuses e heróis. Todos estes componentes são misturados a fatos reais, características humanas e pessoas que realmente existiram. Concordo, e na sua fala também deixa claro sua opinião.
    Parabéns!
    Zilda

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