quarta-feira, 25 de abril de 2012

“Filosofia” e “Filosofia de Vida”.


A Filosofia de cada indivíduo, mera opinião, sem nenhum conteúdo reflexivo. É a maneira como cada um age diante dos fatos vivenciados no cotidiano.
A filosofia de vida interfere nas atitudes, (modo de agir e reagir) a tudo que nos acontece em todos aspectos na nossa vida particular e coletiva. É como um senso crítico, como algo que nos guia e dá segurança para lutar por aquilo que para nós é importante.
Filosofia sua verdadeira tarefa consiste, afirma Bornheim, que  é uma espécie de conversão, de tomada de posse de uma abertura através de experiência da negatividade compreendida em seu sentido autêntico, para aquilo que “transcende”, na conquista de uma posição de disponibilidade para o real, ou seja, em uma  palavra, para o próprio ser.
Segundo Sócrates “a atividade do filósofo pode ser comparada às das parteiras, que sabem reconhecer melhor que ninguém quando uma mulher está grávida, querem ser uma obstetra da alma.” Que ministrando remédios ou praticando magias podem provocar dores ou até atenuá-las, e assim se quiserem, em facilitar o parto daquelas que estão em dificuldade, e até fazer abortar, se necessária, quando o o feto ainda é imaturo. Elas também são hábeis em arranjar casamentos pois conhecem o homem e mulher que podem gerar filhos melhores,e se orgulham mas dessa habilidade  mais do que do corte do cordão umbilical. Sócrates diz que sua arte de obstetra difere por ser exercida sobre os homens e não sobre as mulheres, e também por cuidar de almas parturientes, e não de corpos, e por dela consegue discernir se da alma de um jovem dá a luz um fantasma e uma mentira ou algo vital e verdadeiro. Ou  seja, o filósofo assim como a parteira, é estéril de sabedoria não possui nenhuma verdade, consiste apenas em ajudar o interlocutor a gerar a verdade, a descobrir – la em si mesmo.
Segundo Aristóteles  A filosofia nasce do assombro: O desejo do homem em conhecer é inerente à natureza humana e nasce do assombro que sentimos diante da beleza do mundo, todo conhecimento produz sensação de prazer, seja quando se alcança a iluminação do espírito a partir de pura intuição intelectual. Filosofavam também as pessoas nascidas antes da filosofia porque o ser humano não vive sem questionar o mundo que o cerca. ”Filosofia nasce do assombro que sentimos diante dos mistérios naturais.”
Kant afirma, que no ato cognitivo absolutamente não é, como parece ao bom senso comum, uma adequação da mente ao objeto conhecido. Ao contrário, são os esquemas mentais já presente nas mente que determinam o que podemos conhecer do objeto. Esses esquemas funcionam como um filtro, selecionando as modalidades da realidade que podem ser acolhidas pela mente, resultando um programa de investigação inovador, no centro da filosofia do conhecimento devem ser postas essas formas a priori da mente, universais e necessários.
“A filosofia do conhecimento deve estudar os princípios a priori da mente e a relação que se cria entre eles e os objetos.”  

terça-feira, 24 de abril de 2012

Mito, no âmbito da Cultura Ocidental Exemplo de Um mito

Mito
Mito não são deuses nem ancestrais, mas uma apresentação de um conjunto de ocorrências fabulosas com o que se procura dar sentido ao mundo. Aparece como mediação simbólica entre o sagrado e profano, condições necessária à ordem do mundo e as relações entre os seres. Sob sua forma  principal, o mito é cosmogônico  ou escatológico, tendo o homem como ponto de interseção entre o estado primordial da realidade e sua transformação última, dentro do ciclo permanente nascimento – morte e fim do mundo.
Mito e Sociedade:
Como forma de comunicação humana, Mito está obviamente relacionado com questões de linguagem e também da vida social do homem, uma vez que a narração dos mitos é própria de uma comunidade e de uma relação comum.
As narrações sobre evolução da  tribo a partir de seus heróis ancestrais são apresentadas na forma de saga, embora a “história” mais primitiva seja contada em mitos.
Freud deu uma nova orientação á interpretação dos mitos e as explicações sobre sua origem e função. Mais que uma recordação ancestral de situação históricas e culturais, ou uma elaboração fantasiosa sobre fatos reais, os mitos seriam, segundo a uma nova perspectiva proposta, uma expressão simbólica de sentimentos e atitudes inconscientes de um povo, de forma perfeitamente  análoga ao que são os sonhos na vida do indivíduo. Por essa razão Freud recorreu ao mito grego para dar nome ao complexo de Édipo, para ele o mito do rei que mata o pai e casa com a própria mãe e o desejo de suplantar o  pai.
Tipos de mitos
Mitos cosmogônico as explicações oferecidas por esse tipos de mitos podem ser reduzidas a alguns poucos modelos, elaborados por diferentes povos. É comum encontrar nas várias mitologias a figura de um criador, um demiurgo que por ato próprio e autônimo, estabeleceu ou fundou o mundo em sua forma atual. A água é o elemento  primordial mais frequente das cosmogonias sobretudo nas mitologias asiáticas e da América do norte. A consolidação da terra se faz pela ação de um intermediário (espírito ou animal) que a retira do fundo da água e introduz no mundo um elemento de desordem de mal.
Mitos escatológicos, ao lado da preocupação co o enigma da origem, figura para o homem, mas como grande mistério, a morte individual, associada ao temor e a extinção de todo o povo e mesmo o desaparecimento do universo inteiro.
Morte  para a mitologia, a morte não aparece como fato natural, mas como elemento estranho à criação original  algo que necessita de uma justificação  de uma solução em outro plano da realidade Em tradições culturais mais bem elaboradas fazem referências à condição original do homem como ser imortal e habitante de um paraíso terreno, e apresenta  a perda dessa condição e a expulsão do paraíso como tragédia especificamente humana.
Segundo Homero a morte seria uma desintegração da qual apenas uma espécie de fantasma (eidolon)descia ao Hades, onde levava uma existência infeliz e incosnciente.
Na China antiga não apresenta um amplo sistema de mitos, são feitos apenas referências literárias a figuras e evoluções que parecem históricas, mas na verdade, historicização de mitos anteriores, cuja formas místicas nunca foram abandonadas.
Mitos de transformação de transição
As grande transformações e inovações como a descoberta do fogo e da agricultura estão associados aos mitos dos grandes fundadores culturais. Mudanças e transformações que se dão também nos momentos críticos da vida individual e social são objetos de particular interesse mitológico e ritual, nascimento, ingresso na vida adulta, casamento e morte, acontecimentos marcados para a pessoa e sua comunidade.
Um mito brasileiro:  O caboclo-d'água
 O caboclo-d'água, também chamado negro-d'água e bicho-d'água, é um dos mitos aquáticos mais populares na região do vale do rio São Francisco. Ninguém sabe de onde surgiu. Vive nas barrancas e alagadiços. Segundo as descrições mais comuns, é baixo, troncudo, musculoso, muito forte, tem a pele cor de bronze e um só olho no meio da testa. Apesar de seu tipo físico, movimenta-se de forma muito rápida e ágil. Às vezes sai do rio e caminha pela terra, geralmente para praticar alguma vingança ou fazer algum favor, mas nunca se afasta muito das margens. Para muitos, é um só e possui poderes para estar em vários lugares ao mesmo tempo.
Dizem que possui o temperamento enfezado e não nutre grandes simpatias para com os pescadores e remeiros. Agarra o fundo das canoas e barcos, balançando-os até os virar ou encalhando-os. Seu corpo é à prova de balas. Para evitar encontrá-lo, deve-se fincar uma faca no fundo da embarcação. Porém, se for bem tratado, o caboclo torna-se benfazejo, ajudando nas pescarias e evitando enchentes. Para agradá-lo, basta oferecer-lhe fumo.
http://www.jangadabrasil.com.br/revista/galeria/ca84011f.asp

quarta-feira, 18 de abril de 2012

FILOSOFIA É...

...COMO UM ÓCULOS DE GRAU PARA QUEM ENXERGA MAL.
"SE SERVE DA RAZÃO PARA TENTAR PENSAR O MUNDO E PENSAR A PRÓPRIA VIDA!"
http://wwwpedrorangel.blogspot.com.br/2010/01/o-sentido-da-vidatexto-filosofico.html

O sentido da vida...
Eu poderia encher linhas e mais linhas ditando clichês conhecidos sobre o sentido da vida...que nada é tão difícil que não se possa mudar e etc etc...Mas na verdade ninguém pode dizer qual, realmente, é o sentido da vida.Porque não haveria sentido viver com uma coisa dessa magnitude definida e explicada.A essência do viver,propriamente dito, está exatamente em não saber o que é viver...Viver é descobrir o não definido, é procurar o perdido, é permanecer em constante luta pelo conhecimento em nos sentir cada vez mais integrados com que nos foi “dado”!!
Faria algum sentido nascermos sabendo tudo?Qual a graça teria de sermos cientes de tudo que nos rodeia?A magnitude do viver está exatamente em desconhecer...Pense bem,não é bom quando se descobre que alguém está apaixonado por você ou descobrir qual o segredo o qual gostaria de saber a séculos,ou mesmo conseguir resolver uma questão de algebra que nenhum de seus colegas conseguiu fazer?Creio que o que nos torna seres cada vez mais apaixonados pela vida é a sede de poder descobrir que,logo mais adiante,pode estar algo que procuramos a vida toda!
A única certeza que temos é que a vida é feita de incertezas...