FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO
domingo, 20 de maio de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Filosofia da Educação
A Filosofia da Educação cumpre um papel fundamental
dentro da escola, enquanto detentora do processo educativo. Ela propõe um movimento de auto-reflexão, isto é, uma postura refletida da
educação, onde a educação não de se desvincular da realidade, mas se propõe a
buscar seus fundamentos na práxis. Assim, a educação se auto-avalia e é
avaliada a partir de uma filosofia da educação. Esta auto-avaliação pervade
todos os espaços próprios do mundo educacional e apresenta sugestões à otimização
da educação enquanto processo de tomada de consciência e transformador do
mundo. A filosofia instiga um olhar crítico, nesse caso o foco deste olhar é a
educação. Quando a crítica da filosofia é avaliada pela educação, surge a
possibilidade de construção de um projeto educativo com bases mais sólidas.
Estas bases são dadas pelo confronto que filosofia propõe, atraindo a vida
ordinária para a escola. Quando são estreitados os laços entre a vida ordinária
e a escola, irrompe a possibilidade da produção de um conhecimento válido e
útil. Uma escola sem crítica e sem auto-avaliação tende a afastar-se da vida,
com isso aparece a produção de um conhecimento obsoleto e sem sentido prático,
ou seja, surge um conhecimento para ninguém, conhecimento que enche livros, mas
que não transforma o mundo nem se abre para a conscientização. Não queremos
criticar o conhecimento produzido durante a história da educação, mas chamar a
atenção para a preocupação conteudista da educação brasileira, onde não há o
fortalecimento da conscientização, mas a reprodução de uma estrutura
mercadológica e opressora. A filosofia da educação, além de conduzir a educação
para uma auto-reflexão, tem a função libertadora e dá à educação os meios
necessários para seu fortalecimento e crescimento concreto, levando os
educandos à autonomia, função evidente da educação.
Dependendo do
que se entende por filosofia (e, naturalmente, também do que se entende por
educação, mas a própria conceituação de educação já envolve um certo filosofar
sobre a educação). Ao leigo pode parecer incrível que filósofos profissionais
não tenham conseguido chegar a um acordo a respeito do que seja a filosofia,
isto é, acerca de seu próprio objeto de estudo, mas esta é a pura verdade. A
questão da natureza e da tarefa da filosofia já é, ela própria, um problema
filosófico, e, como tal, comporta uma variedade de respostas. A muitos pode
parecer que esta proliferação de respostas seja indicativa do próprio fracasso
da filosofia. Outros vêem nesta situação a grande riqueza do pensamento humano,
que, para cada problema que lhe é proposto, é capaz de imaginar uma variedade
de soluções, todas elas, em maior ou menor grau, razoáveis e dignas de
consideração, e todas elas contribuindo, de uma maneira ou de outra, para uma
compreensão mais ampla e profunda dos problemas com que se depara o ser humano.
Concordamos com estes últimos, e somos da opinião de que, embora muitos
problemas filosóficos milenares não tenham (ainda?) sido solucionados, nossa
compreensão deles, hoje, não é idêntica à dos filósofos que os formularam pela
primeira vez, sendo muito mais profunda e ampla em virtude das várias respostas
que já lhes foram sugeridas. Isto significa que há progresso na filosofia,
apesar de este progresso não poder ser medido quantitativamente, em referência
ao número de problemas solucionados, podendo somente ser constatado através de
uma visão qualitativa, que leva em conta o aprofundamento e a ampliação de
nossa compreensão desses problemas.
A
filosofia analítica da educação, é uma das primeiras e mais importantes tarefas
da filosofia da educação, a partir da caracterização da tarefa da filosofia
sugerida acima, é a análise e clarificação do conceito de "educação".
Fala-se muito em educação. "Educação é direito de todos",
"educação é investimento", "a educação é o caminho do
desenvolvimento", etc. Mas o que realmente será essa educação, em que
tanto se fala? Será que todos os que falam sobre a educação usam o termo no
mesmo sentido, com idêntico significado? Dificilmente. É a educação transmissão
de conhecimentos? É a educação preparação para a cidadania democrática
responsável? É a educação o desenvolvimento das potencialidades do indivíduo? É
a educação adestramento para o exercício de uma profissão? As várias respostas,
em sua maioria conflitantes, dadas a essas perguntas são indicativas da adoção
de conceitos de educação diferentes, muitas vezes incompatíveis, por parte dos que
se preocupam em responder a elas. Este fato, por si só, já aponta para a
necessidade de uma reflexão sistemática e profunda sobre o que seja a educação,
isto é, sobre o conceito de educação.
Assim
que se começa a fazer isso, porém, percebe-se que a tarefa de clarificação e
elucidação do conceito de educação é extremamente complexa e difícil. Ela
envolve não só o esclarecimento das relações existentes ou não entre educação e
conhecimento, educação e democracia, educação e as chamadas potencialidades do
indivíduo, educação e profissionalização, etc. Envolve, também, o
esclarecimento das relações que porventura possam existir entre o processo
educacional e outros processos que, à primeira vista, parecem ser seus parentes
chegados: doutrinação, socialização, aculturação, treinamento, condicionamento,
etc. Uma análise que tenha por objetivo o esclarecimento do sentido dessas
noções, dos critérios de sua aplicação, das suas implicações, e da sua relação
entre si e com outros conceitos educacionais é tarefa da filosofia da educação
e é condição necessária para a elucidação do conceito de educação.
Mas
há ainda uma outra família de conceitos que se relaciona estreitamente com a
educação: a dos conceitos de ensino e aprendizagem. Qual a relação existente
entre educação e ensino, entre educação e aprendizagem, e entre ensino e
aprendizagem?
terça-feira, 8 de maio de 2012
Método “Pedagogizador e a prática educacional voltada para intersubjetividade.
O estilo “pedagogizador”
limita-se a instruir, reproduzir conhecimento, aplicar técnicas ao aluno,
tratado como objeto a ser conhecido e treinado. Este é o papel da escola na
sociedade disciplinar de que fala Foucault. No Brasil, os desafios são imensos,
porém contornáveis mediante de políticas educacionais adequadas, cujo maior
obstáculo é a escola “pedagogizadora”. Há certas transformações sociais que só
ocorrerão por meio da educação construtora de sujeitos capazes e não apenas
capacitados, autônomos e não apenas treinados, qualificados para a ação e não
apenas para o exercício.
Enquanto a prática da intersubjetividade segundo a proposta da Teoria
da Ação Comunicativa permite a conciliação de dois mundos: o mundo do sistema e
o mundo da vida, onde a teoria e a prática estão interligadas através de ações
concretas, numa dinâmica comunicativa entre os atores envolvidos visando novas
racionalidades. Nesse sentido, um modelo de educação calcado na
intersubjetividade é o mais apto para a construção de pessoas realmente
esclarecidas, criativas e autônomas uma educação
guiada pela intersubjetividade, tem em vista a valorização social, política,
econômica e ética de uma reflexão sobre os rumos da educação na complexidade
das sociedades contemporâneas. Nesse sentido, a tarefa da educação é desafiar
essas complexidades mediante o agir comunicativo. A educação deve contribuir
significativamente com o processo de desenvolvimento do aluno a partir da
interpretação e análise crítica dos fenômenos culturais do seu cotidiano,
levando-os ao exercício de uma prática de saber construtivo à sua vida. Nesse
processo interpretativo crítico, o educador e os educandos devem discutir
aquilo que é pré-estabelecido como certo, errado, bom, ruim, melhor, pior.
Nesse sentido, a filosofia passa a ser requisitada pelo seu papel crítico e
cultural de reconstrução permanente da realidade, uma vez que não faz mais
sentido a busca por certezas permanentes. A escola deve levar em consideração as mudanças que ocorrem
na sociedade, discutindo inclusive, o modelo técnico-científico pautado pela
razão instrumental, no sentido de preparar o educando para lidar com os
fenômenos que dele surgem, como por exemplo, a globalização, a crise econômica
e a política de mercado. Assim, a prática da intersubjetividade no campo da
educação supera o modelo “pedagogizador” ao produzir indivíduos mais livres,
autônomos, capazes de avaliar seus atos à luz dos acontecimentos, à luz das
normas sociais legítimas e legitimadas pelos processos jurídicos e políticos,
usando suas próprias cabeças, e tendo propósitos lúcidos e
sinceros, abertos à crítica.
AMETISTA: ontologia
AMETISTA: ontologia: ontologia ( em grego ontos e logoi, "conhecimento do ser") é a parte da filosofia que trata da natureza do ser, da realidade, da existênci...
Filosofia Moderna culminou no Racionalismo e no Empirismo
EMPIRISMO:
Conhecimento pela experiência. O empirismo é descrito-caracterizado pelo
conhecimento científico, a sabedoria é adquirida por percepções; pela origem
das e significados; pela relação de causa-efeito por onde fixamos na mente o
que é percebido atribuindo à percepção causas e efeitos; pela autonomia do
sujeito que afirma a variação da consciência de acordo com cada momento;
RACIONALISMO:
Doutrina que afirma que tudo que existe tem uma causa inteligível, mesmo que
não possa ser demonstrada de fato, como a origem do Universo. Privilegia a
razão em detrimento da experiência do mundo sensível como via de acesso ao
conhecimento. Considera a dedução como o método superior de investigação
filosófica.
Baseando se nos conceitos de empirismo e racionalismo no
que se refere à ciência e à filosofia, a síntese medieval culminou com o
sistema abrangente de Tomás de Aquino. O racionalismo escolástico estava unido
ao misticismo cristão e o conhecimento dos gregos estava amoldado aos
ensinamentos da Igreja, formando uma imagem do universo. As causas finais
estavam por trás de cada processo da natureza. Uma inteligência divina permeava
tudo. E a vontade de Deus, apesar de incompreensível em seus detalhes,
proporcionava racionalidade e sentido a todas as coisas”. (Werkmeister, 1940,
tradução nossa). O texto do pensador americano Werkmeister proporciona uma
clara imagem do paradigma teológico-filosófico que vigorou durante a maior
parte da Idade Média. Todavia, o Renascimento inauguraria uma nova mentalidade,
uma maneira diferente de enxergar o universo, já bastante influenciada pelo
princípio de desenvolvimento das ciências naturais. Um dos primeiros
cientistas-filósofos da época (ainda não havia clara distinção entre ambas as
ciências), Bernardino Telésio, é um típico representante da nova mentalidade
empírico-científica da época. Segundo Höffding, Telésio considerava que mesmo o
mais alto e mais perfeito conhecimento simplesmente consistia na habilidade de
descobrir atributos e condições desconhecidas do fenômeno, através de suas
similaridades com outros casos conhecidos. Ou seja, novas descobertas devem ser
feitas empiricamente, baseadas na observação dos fenômenos da natureza, como já
ensinava Aristóteles.
É neste ambiente cultural que o empirismo e o racionalismo
moderno se desenvolvem. Um dos grandes precursores do empirismo – e por sinal
também um dos ideólogos do moderno método científico – foi Francis Bacon
(1561-1626). Dizia ele que todo conhecimento tinha que ser baseado em dados da
experiência. As informações, no entanto, deveriam ser reunidas e utilizadas de
acordo com um método, de modo a possibilitar fazer inferências cientificamente
aproveitáveis.
Os sucessores intelectuais de Bacon foram os empiristas
ingleses, dos quais os principais representantes eram Thomas Hobbes
(1588-1674), John Locke (1632-1704), George Berkeley (1685-1753) e David Hume
(1711-1776). O ponto de partida das investigações destes filósofos não foram os
problemas do ser, mas do conhecer. No entanto, enquanto filósofos continentais
(os racionalistas) encaram o problema do conhecimento a partir das ciências
exatas, os empiristas voltam-se para as ciências experimentais. O próprio
ambiente cultural e sócio-econômico da Inglaterra da época coopera para tanto,
já que ocorria um grande florescimento das ciências experimentais – botânica,
astronomia, química, mecânica, etc. Seguindo a linha de raciocínio das ciências
experimentais, o empirismo parte de fatos, eventos constatados pela
experiência. Agindo assim, chega à seguinte problemática epistemológica: como,
partindo da experiência sensível, é possível chegar às leis universais? A
solução encontrada pelos filósofos foi a de que partindo do pressuposto de que
todo o conhecimento é originário da experiência, conclui-se que mesmo as idéias
abstratas e as leis científicas têm a mesma incerteza, instabilidade e
particularidade do conhecimento empírico. A alma (a mente) não possui idéias
inatas, como afirmava o racionalista Platão. As impressões, obtidas pela
experiência, isto é, pela sensação, percepção e pelo hábito, são direcionadas à
memória e desta – através de um processo de associação de idéias, segundo o
filósofo Hume – formam-se os pensamentos. O próprio hábito de associar idéias,
pela diferenças ou semelhanças, forma a razão, ainda segundo Hume. A mais
famosa tese do empirismo, desenvolvida por John Locke, é a da tabula rasa. Com
este conceito o filósofo queria dizer que ao nascermos não temos nenhum
princípio ou idéia inata e tudo que aprendemos e processamos em nossa mente
provêm das experiências feitas durante a vida.
A escola racionalista, inaugurada por René Descartes
(1596-1650), tem um posicionamento diferente em relação à maneira como é
adquirido o conhecimento. Vivendo em um ambiente diferente dos empiristas,
assolado por guerras (Guerra dos 30 anos de 1618 a 1648) e perseguições
religiosas (Massacre de São Bartolomeu em 1572), os filósofos racionalistas
foram mais apegados a conceitos imutáveis, como os das ciências teóricas
(matemática e geometria). Para os filósofos racionalistas, cujos representantes
principais foram Descartes, Nicolas Malebranche (1638-1715), Baruch Espinosa
(1632-1677) e Leibniz (1646-1716), é necessário descobrir uma metodologia de
investigação filosófica sobre a qual se pudesse construir todo o conhecimento.
A resposta a esta questão, encontrada por Descartes, foi que o conhecimento
válido não provem da experiência, mas encontra-se inato na alma. Em relação ao
método para atingir este conhecimento, o filósofo francês propõe colocar em
dúvida qualquer conhecimento que não seja claro e distinto. Este conhecimento
pode ser obtido através da análise racional, com a qual é possível apreender a
natureza verdadeira e imutável das coisas. Trata-se, de certa forma, de uma
reedição do platonismo, possibilitando a metafísica e a aceitação de uma moral
baseada em princípios tidos como racionais e universalmente válidos.
A
solução de Kant
A dicotomia entre racionalismo e empirismo perpassa toda a
filosofia dos séculos XVII e XVIII. A possibilidade do conhecimento efetivo e
absoluto, afirmado pelos racionalistas e negado pelos empiristas é estudada
detalhadamente pelo filósofo Immanuel Kant (1724-1804). Este teve sua atenção
despertada para o problema do conhecimento após ler a obra do empirista Hume,
que, segundo o próprio Kant, o acordou do “sonho dogmático”. A solução para a
oposição entre o racionalismo e o empirismo foi chamada por ele mesmo de
“Revolução copernicana da filosofia”, numa referência à revolução paradigmática
feita por Copérnico na astronomia, que mudou nossa visão do mundo e de sua posição
no universo.
De certo modo, Kant tentou provar que tanto os inatistas
(os racionalistas, que consideravam certas idéias inatas na alma) quanto os
empiristas estavam errados. Ou seja, os conteúdos do conhecimento não eram
inatos nem eram adquiridos pela experiência. Kant postula que a razão é inata,
mas é uma estrutura vazia e sem conteúdo, que não depende da experiência para
existir. A razão fornece a forma do conhecimento e a matéria é fornecida pelo
conhecimento. Desta maneira, a estrutura da razão é inata e universal, enquanto
os conteúdos são empíricos, obtidos pela experiência. Baseado nestes
pressupostos, Kant afirma que o conhecimento é racional e verdadeiro.
Pensamento Educacional de Platão e Aristóteles
O filósofo
Aristóteles afirma que o homem é um “animal político” por natureza e, portanto,
não pode prescindir, ou seja, não pode abrir mão da presença de outros homens
para viver. Pensando assim, o mesmo Aristóteles dedica parte de sua obra à
reflexão sobre a Ética. Ele pensa e escreve exatamente sobre o modo como os
homens agem em comunidade, sobre os seus costumes e os seus hábitos. Ele chamou
esse tipo de ação como práxis. A práxis é compreendida como o oposto da theoría. O objetivo desse trabalho é comparar duas formas diferentes
de explicar a origem das idéias, a primeira forma de explicar a origem das
idéias foi elaborada por Platão o
Inatismo; a segunda forma foi elaborada por Aristóteles o Realismo que mais
tarde seus princípios serviram de base para o Empirismo.
Platão defendia o Inatismo,
nascemos como princípios racionais e
idéias inatas. A origem das idéias segundo Platão é dado por dois mundos que
são o mundo inteligível, que é o mundo que nós, antes de nascer, passamos para
ter as idéias assimiladas em nossas mentes.
Quando nós nascemos no mundo conhecidos por todos, o mundo em
que vivemos, denominado por Platão como mundo sensível nós já temos as idéias
formuladas em nossas mentes mas muito guardadas que para serem utilizadas
é necessário “relembrar” as
idéias já conhecidas através do mundo inteligível.
Para Platão existem quatro formas ou graus de conhecimento que
são a crença, opinião, raciocínio e indução. Para ele as duas primeiras podem
ser descartadas da filosofia pois não são concretas, sendo as duas
últimas são as formas de fazer filosofia. Para Platão tudo se justifica através
da matemática e através dessa que nós chegamos a verdadeira realidade.
Para Platão o conhecimento sensível ( crença e opinião ) é
apenas uma da realidade, como se fosse uma visão dos homens da caverna do texto
“Alegoria da Caverna” e o conhecimento intelectual (raciocínio e indução)
alcança a essência das coisas, as idéias.
Já Aristóteles era um filosofo que defendia o
empirismo as idéias são adquiridas através de experiência, na realidade o
Empirismo não era concreto na época de Aristóteles, muitos filósofos como eu
defendo que Aristóteles foi um dos criadores das principais idéias do Empirismo
e para outros filósofos ele é apenas um realista, um filósofo que dá muita
importância para o mundo exterior e
para os sentidos, como a única fonte do conhecimento e aprimoramento do intelecto.
Ao contrário de Platão, Aristóteles defendia que a origem das
idéias é através da observação de objetos para após a formulação da idéia dos
mesmos. Para Aristóteles o único mundo é o sensível e que também é o
inteligível.
Aristóteles diz que existem seis formas ou grau de conhecimento:
sensação, percepção, imaginação, memória, raciocínio e intuição. Para ele o
conhecimento é formado e enriquecido por informações trazidas de todos os graus
citados e não há diferença entre o conhecimento sensível e intelectual, um é
continuação do outro, a única separação existente é entre as seis primeiras
formas e a última forma pois a intuição é puramente intelectual, mas isso não
quer dizer que as outras formas não sejam verdadeiras mas sim formas de
conhecimento diferentes que utilizam coisas concretas.
Podemos defender Aristóteles, dizendo os problemas sobre a
teoria das idéias apresentada por Platão, como por exemplo sua teoria diz que
você vem ao mundo com suas idéias já formuladas e que essas idéias são
intemporais, e como Platão explica diferentes idéias sobre o que é justiça?
Idéia que segundo ele é inata e todos tem a mesma fonte do que seria a justiça.
Já a tese formulada por Aristóteles permite essa diferença, pois
as idéias não são assimiladas por todas as pessoas na mesma fonte, pois a fonte
é a experiência e nem todos tem as mesmas experiências.
A teoria Platônica não permite a introdução de novas idéias no
mundo inteligível, já através da observação, princípio Aristotélico, a
introdução de novas idéias é perfeitamente possível. Com isso podemos concluir,
ser a teoria Aristotélica mais defensável.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
ontologia
ontologia
(em
grego ontos e logoi, "conhecimento do ser") é a parte da filosofia
que trata da natureza do ser, da realidade, da existência dos entes e das
questões metafísicas em geral.
Ramo da filosofia que procura elaborar um pensamento sobre
o Ser, sobre o que as coisas são em sua essência e não
segundo sua aparência A
ontologia trata do ser enquanto ser, isto é, do ser concebido como tendo uma
natureza comum que é inerente a todos e a cada um dos seres. Costuma ser
confundida com etafísica. Conquanto tenham certa comunhão ou interseção em
objeto de estudo, nenhuma das duas áreas é subconjunto lógico da outra, ainda
que na identidade.
Não sei quem sou, que alma tenho.
Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo.
Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)...
Sinto crenças que não tenho.
Enlevam-me ânsias que repudio.
A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta
traições de alma a um carácter que talvez eu não tenha,
nem ela julga que eu tenho.
Sinto-me múltiplo.
Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos
que torcem para reflexões falsas
uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas.
Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor,
eu sinto-me vários seres.
Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente,
como se o meu ser participasse de todos os homens,
incompletamente de cada (?),
por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço."
Fernando PessoaQuando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo.
Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros)...
Sinto crenças que não tenho.
Enlevam-me ânsias que repudio.
A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta
traições de alma a um carácter que talvez eu não tenha,
nem ela julga que eu tenho.
Sinto-me múltiplo.
Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos
que torcem para reflexões falsas
uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas.
Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor,
eu sinto-me vários seres.
Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente,
como se o meu ser participasse de todos os homens,
incompletamente de cada (?),
por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço."
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